No Cafofo do Cotti – 8 anos de reclamações

Eu lembro de quando pensei, anos atrás, em como eu estaria hoje. Claro que eu fui um otimista utópico e pensei que ainda teria meus 6,75 leitores de antigamente.

A realidade, claro, é muito pior.

 

Nos últimos 8 anos, o Cafofo do Cotti – que tinha começado vergonhosamente como O DIário de um Cotti – me foi, por muitas vezes, a única definição de contato com mentes aleatórias pelo universo. Nem que fosse apenas o cibernético, ao qual sou tão mais apegado que o físico. Se não fosse por esse enorme lixão, quem me lê agora jamais teria me lido. Mas quem não me lê mais provavelmente estaria bem mais feliz por não ter me conhecido. Ainda assim, eu acho que todas elas me fazem falta.

Sem este espaço, eu estaria sozinho, hoje em dia, isso se eu estivesse vivo. É o que eu sinceramente penso, levando em conta as centenas de linhas probabilísticas que eu já segui em mente. Eu não teria experimentado nenhum dos momentos aos quais tive a oportunidade. Alguns bons, muitos ruins. E finalmente, não teria me provado certo no final das contas, ao sentir na pele que humanos muitas vezes são sempre piores que suas piores expectativas. Eu devo a minha vida a esta ferramenta.

Não que ela tenha algum valor.

 

Meus arquivos foram achados e perdidos tantas vezes que não sei se consigo recuperá-los uma última vez. Lembro da última vez que reli meus primeiros anos, e me envergonhei dos esparros, tratando aquilo como algo tão ridiculamente pessoal, que… Porra. Era para ser assim, mesmo. Li o quanto eu procurava basicamente quem me ouvisse. E nas entrelinhas das minhas lamúrias, das minhas piadas sem-graça, eu vi que eu sempre senti muita dor, e que eu sempre usei o Cafofo para gritar um pouco ela. Para chorar um pouco ela. Para tentar encontrar um instante de paz e alívio.

Tive muitos tempos sem nada. Desde quando minha casa teve uma crise feia lá pelos idos de 2004, 2005, ele morreu, voltou, morreu, voltou… Eu não tive a mesma firmeza que meus ídolos. Eu vi o mundo dos blogueiros morrer DUAS vezes. E hoje em dia, resta saudade da simplicidade do antigo Blogger (ainda na época da Pyra Labs), do Weblogger Brasil, e até da época em que o Blogger Brasil servia para algo.

 

Parabéns, Cafofo. Mesmo que não esteja mais vivo e ativo como era. Você… é o único espelho do seu autor.

Tags: ,

Filho do chá horrível

Aí eu não consigo mais dormir, outra vez, com toda essa tranqueira na minha cabeça. Abro qualquer coisa e começo a escrever sem pensar, pensar sem escrever, jamais combinando eles.

 

Olho o que tem à minha frente, o copo, hashi, pente, Banjo (o kazoo), contas pagas, mouse, DVDs, pasta térmica, fones, maracas, os monitores e como que ao mesmo tempo não tem nada, mesmo tendo isso e mais coisas. E a inutilidade vergonhosa desse parágrafo, inclusa.

 

Não me perguntem como, eu vim parar aqui quando me perdi pensando no que escrever.

Chá horrível.

São duas e quarenta.

Não, duas e trinta e nove… Agora quarenta.

 

Acabou a fumaça que vinha do copo onde tinha um chá em pó, misturado com paracetamol. Já me esqueci qual era o sabor divulgado na embalagem.

O gosto estava péssimo.

 

A gripe está péssima. Em compensação, a saúde vai mal. Que saúde, afinal?

 

Eu acho que desde o início dessa minha última campanha, que já vai se esvairindo, eu não consegui colocar nada sucinto no papel, no monitor ou na cabeça. Será que acabou? Eu queria que não, mas… Já não faz mais diferença. Eu ia passar uma mensagem, pouco a pouco. Eu ia… Mas eu acho que não há interesse algum em ouvir o que eu tenho a dizer. Já não tenho mais a vontade de antes. Vi que… eu seria um desperdício de tempo. Seria? Ou sou, ou serei? Todas as anteriores.

 

O que me deixa vivo deixa um gosto ruim na boca.

 

Até mesmo esse chá.

Tags: , , ,

A Incrível Jornada de Banjo, o Kazoo

Finalmente, depois de uma impressionante cagada dos Correios, chegou o meu Kazoo.

Seu nome, como já foi definido aqui, é Banjo.

 

Vejamos o caminho que ele tomou, segundo o rastreamento dos Correios.

  • Conferido em Uruguaiana
  • Enviado para o CTE de Porto Alegre
  • Enviado para o CTE de Belo Horizonte

Nada mal para uma encomenda normal. Já estava a caminho daqui no final de sexta-feira, sendo que foi postado quinta!

Mas Murphy não dá ponto sem nó…

  • Do CTE de Belo Horizonte para o CEE da Pampulha
  • Da Agência dos Correios de Medina para Teófilo Otoni

Peraí. Deixa eu ver isso direito. Com datas e horários.

WHAT THE

MEDINA?

Como DIABOS essa bagaça foi parar em Medina? Mais do que isso… Como CHEGOU lá? Claro que com esse nome, não pensei em outra coisa:

medina

Os Correios deviam pensar em usar esses portais para o SEDEX.

Mas claro que a realidade não é tão interessante. Medina é uma cidade ao norte, cerca de 700km de Belo Horizonte. É sério, teleportaram o Banjo. Tá aí o Google que não me deixa mentir.

medina2

Vai ser longe, viu.

E de lá ele seguiu seu curso para cá… Outra vez.

Dormiu por 2 dias no CTE, e logo antes do meu dia em que eu poderia abrir os portões do inferno sobre os Correios, aparece o carteiro num inusitado sábado, trazendo o Banjo.

E ainda tiveram coragem de me falar por telefone que era só uma inconstância no sistema quando apareceu “Medina” no rastreamento. Inconstância? O que tentaram fazer? Colocar mais de três carteiros no portal?!

O carteiro aqui disse que ela foi mal-encaminhada. Bota mal-encaminhada nisso, com um CEP escrito de todo tamanho.

Acho que nunca mais compro algo sem ser por SEDEX. Pelo menos ele chega antes do código de rastreamento aparecer.

 

…Porra, MEDINA?!

Tags: , , , ,

Novos e Velhos Parceiros

Semana passada (ou seria a retrasada?), chegou minha encomenda da Grellmann. Maracas, que serão chamadas BALLS OF TANGO, e a nova escaleta, Hermeto Mk. II.

Outra escaleta, no caso, de fato. Eu não tive coragem nem de procurar algum lugar que pudesse vender os bucais da primeira. Eu estou ficando velho rápido.

Se der tempo, competirei este mês no OLRMageddon. Deixarei a música aqui também.

 

Agora, sobre o Banjo, o kazoo, o buraco será mais fundo. Será a cratera que eu vou deixar nos Correios.

Tags: , , , ,

Sublime, Condensador

Continuando a contar as coisas ao contrário.

Outro dia, botei na cabeça que eu queria um microfone.

 

Microfone é daquelas coisas engraçadas como uma filmadora ou câmera digital. Quem não tem, tá sempre precisando em algum momento crucial, pede para todo mundo que conhece, e a pessoa que possui o equipamento em questão, passa a ter uma preguiça infernal de demonstrar boa-vontade. Eu mesmo já desisti completamente de pedir por fotos tiradas em determinadas situações, apenas pelo imenso processo enrolatório em três vias que isso vai gerar. Não existe dono de câmera que cumpra a promessa de repassar as fotos no dia. É um exemplo em pequena escala de que o poder corrompe, ou algo assim.

 

Enfim, pesquisei e vi que não seria tarefa tão difícil (fora o preço exorbitante para quem recebe apenas um mínimo, a chance de dar algum problema nos correios, o vendedor ser de qualidade dúbia, ou a possibilidade eterna de tudo dar errado mesmo). Alguns movimentos imperfeitos aqui e ali, muita espera em fila de banco, para então descobrir que eu tinha esquecido de anotar o valor correto e tinha outro em minha cabeça, para pegar OUTRA fila de banco (sério, por que diabos ainda tem gente que usa o Bradesco? Eu já vi até o Banco do Brasil sem fila um dia, mas o Bradesco é SEMPRE lotado) e finalmente pagar.

 

O envio foi rápido, no entanto. Tão rápido que chegou antes do meu código de rastreamento. Apesar de que na manhã que o trambolho chegou, eu estava meio adoentado (não completamente como no início dessa semana), ainda consegui lembrar do Vegeta reclamando que não conseguia ver os movimentos dos correios.

 

São eles os novos integrantes da família feliz de musicália bizarra do Cotti:

newequipsTIREM A GENTE DAQUI! 

O microfone é um Behringer B1, conceituado low-budget para coisas low-budget. Que se dane – o som dele é muito bom para quem está tão longe de ser um perito quanto as duas extremidades do universo. Seu nome é Trololo, mas isso é algo que ninguém se importa.

O pré-amp é um Behringer Mic 200. No entanto, ele permite gambiarras maravilhosas como colocar a guitarra aí (eu esqueci o nome dela!) e ter o som mais espetacular que já tirei de uma Fender-like. Graças à uma pequena válvula 12AX7 que essa joça carrega. Sério, virou outra coisa. Vou saber o verdadeiro poder de luta desse negócio quando eu ligar Guitarra > Pré > G2 > UA-1EX. No Guitar Rig 4, no entanto, os resultados foram próximos de promissores, mais porque eu sou uma negação em tweakar aquele VSTi do que qualquer outra coisa.

 

Mês que vem, teremos um kazoo (que se chamará Banjo) e talvez o retorno da escaleta (esta será chamada de Hermeto Mk. II).

 

Não, eu não sou patrocinado pela Behringer (inclusive tenho antipatia extrema à série V-AMP deles. Consegue ser pior que minha Zoom.

 

Sim, eu cobro para nomear instrumentos.

Tags: , , , , , ,

De trás para frente, de frente pra trás

Sabem, aconteceu muita coisa outra vez. Porém, meu cansaço me leva a preferir contar do que aconteceu hoje primeiro.

Depois do ensaio, voamos para a Praça do Papa. Show de graça do Hermeto Pascoal.

THE GAME“Você ousa desafiar-me, humano?”

Então. O show foi sensacional, Hermeto inclusive tocando sua lendária escaleta, me lembrando de que preciso comprar outra logo.

 

Ao final, todos com fome, eu dou a ideia de irmos ao La Greppia.

Vam’ pro La Greppia”

Felipe Cotti

Enquanto colocávamos aquelas várias massas em nossos respectivos pratos, eu deixei sair o que me vinha à mente, típica teoria conspiratória de alguém como eu. “Só falta o Hermeto vir pra cá também”, eu disse.

 

Algum tempo depois, senta-se à mesa posicionada imediatamente às minhas costas uma figura assim:

imagem.asp

“Sim, eu vejo ToraDora. Algum problema com isso, moleque?”

Depois dizem que eu sou paranóico.

Tags: , , ,

O fim é o início, o início é o fim. De semana.

Caralho.

Quanta coisa aconteceu.

 

Minha vida andava assim… Nada que mudasse alguma coisa. Com isso, eu conseguia trabalhar internamente – ainda que tal qual um 386SX – sem um grande caso de nova frustração. Algum escárnio oriundo da própria existência acontece, eventualmente, claro. Porém dava pra se manter.

Aí veio o DBS (Departamento de Boataria da Savassi) e me botaram no final da lama, me fazendo pensar em mim pela primeira vez em aproximadamente dois meses. Péssima ideia. Péssima.

 

Claro que a desgraça não veio sozinha.

 

Vários fatores pequenos agindo em conjunto me apresentaram tempos incrivelmente solitários.

Porém não apostar corrida com outros pedaços meus no trânsito me trouxe uma boa conversa na sexta, e quase em seguida fiz uma visita à Savassi. Um amigo estava mal e tentei ajudá-lo como eu podia. O resultado me deixou de cama até a noite de sábado. Nada mal.

 

A noite do sábado chegou, com ela algum período de conseguir se manter acordado. E vi que na Virada Cultural, teremos os Grand Mothers. Cerca de 20 minutos depois, eu já tinha reservado um nome numa excursão saindo daqui de BH. Puta que pariu, eu vou ver o tio Napi, tio Don e tio Roy.

 

grand-mothersWe’re gonna Freak your SHIT out of you, Cotti!

 

Fora Big Brother Co., Patrulha do Espaço, Edy Star, Toquinho e ABBA. Se der tempo ainda vejo o desfile Star Wars.

 

Domingo chegou, e eu não lembro muito bem se aconteceu algo até me ligarem perguntando se eu não queria ir ver Iron Man 2. Meio relutante no começo, pensei “O que diabos eu ainda estou fazendo aqui?” E quando me dei por conta, chegamos a tempo, apesar do relógio indicar o contrário.

 

E porra, eu não sei o que dá na cabeça da crítica hoje em dia. Mas eu achei o filme espetacular. Inclusive as cenas de luta que andaram sendo tão pisadas. Tem que se levar em conta que o Whiplash não é lá o maior adversário, e ainda assim, rendeu excelentes perspectivas. E serviu bem o seu propósito de não-maior-vilão, já que houveram tantas referências e aparições importantes durante o filme. Fora isso, boas sacadas de humor. O Iron Man seria bem assim.

O melhor foi ao final, depois dos créditos, sermos os únicos ainda na sala e ver a melhor cena do filme: Um segundinho do Martelo de Thor.

 

Enfim, o que eu ainda estou fazendo aqui? Tenho que ir trabalhar.

 

Mas… sou muito grato por ouvir.

Tags: , , , , , , , , ,

Nova temporada, começa hoje.

Depois dos eventos mind-blowing dos últimos tempos, e com o bônus de ser assaltado último sábado, perdendo o Nigra Cell e ganhando uma bela dor de cabeça por ter que ir até a DP só para buscar o BO quarta, declarei por encerrada a última temporada da minha existência.

 

É momento de ver o começo de nova história, caso contrário nem eu ia continuar me assistindo. O backstory é o mesmo, mas novos cenários serão adicionados. Provável retorno de personagens e apesar de dois dos três eus serem contra, alguma minúscula chance de novas cabeças a serem cortadas.

 

Tudo começa recebendo uma conta a mais, no meu nome. Vence hoje.

Amanhã eu vou chegar no local que me mandou isso com um sorriso de orelha a orelha. Nada como relaxar soltando os cachorros em quem te estressa.

Tags: , , , , , ,

Kouji Wada é o Marquito.

koujiwada Am I kawaii? desu~

 

Não, não é, e não parece tanto fisicamente de perto. De longe, parece.

É o que eu precisava dizer sobre o Anime Punch, ao qual eu fui nesse Domingo. Evento vazio, mas ao menos não avistei ninguém daquela gente realmente ruim. O problema foram os freqüentes flashbacks.

Mas enfim – A voz dele ao vivo me fez lembrar IMEDIATAMENTE o estilo “Tico e Teco” do Marquito. De longe, ele parecia também. Parece não envelhecer bem. Deve ter sido culpa de Digimon.

 

Lugarzinho ruim de chegar, o escolhido. UNI-BH. Eu tive que depender do 4150 e quem me conhece sabe que não tenho a melhor das afinidades com tal coletivo. Mas confesso que o que mais me confundiu  foi o GPS e o Google Maps. Fizeram parecer que eu tinha que pegar um caminho alternativo no meio da floresta para chegar lá, isolado de tudo e todos. E foi só acompanhar o mar de weeaboos para chegar lá.

 

Fora isso… Acho que não há muito o que falar de lá. Pouca gente conhecida – de quem eu converso com alguma regularidade, apenas o Servantes ao menos. Como sou pobre, antropofóbico e de baixo nível weeaboo, não aproveitei tanto. Mas o Servantes prometeu que vai fazer uma coisa até o final do ano e eu vou cobrar, será hilário. Será mais fácil para ele depois do pacto.

Tags: , , , , ,

Fracassado.

Eu prefiro não falar de tudo que houve por agora. Mas houve muita coisa. E muito aprendizado.

Mas vejam só, como a sinceridade compensa:

I am 96% loser. What about you? Click here to find out!

Só 96%? Melhorei muito!

Tags: ,

Biscoito da “Sorte”

Na minha frente, o biscoito. Como de hábito, preso e enclausurado na sua embalagem barata de plástico, e limitado por sua data validade próxima do vencimento.

Abro a embalagem, retiro o biscoito, e cuidadosamente retiro o seu bilhete kármico. Eis o que havia escrito:

“O poder de sua mente deve voltar-se ao bem.”

Como se já não fosse o suficiente, viro e me deparo com números não menos desesperadores:

13  23  05  33  52  24

Respectivamente os três números que mais me perseguem, o “clássico número que os médicos pedem que a pessoa repita quando se está checando o pulmão” (lembrando que eu não sou muito chegado à área da saúde), um número que é o quádruplo do já citado 13, e no final ainda me chama de viado.

 

Vá pra puta que pariu, biscoito da sorte.

 

E paranóico é a senhora sua mãe.

Tags: , , , , ,

Nigra Cell

Saio para falar com meu pai, começa uma tempestade e me deixa ilhado.

Então aproveito o hotspot e testo o WordMobi no Nigra Cell.

Posted by Wordmobi

Tags: , , ,

Limpando alguma bagunça

Corrigindo alguns links, e adicionei um para um pequeno espaço dos meus devaneios, a Antalogia Poética, ao topo.

Pena que tão pouco vai chegar a ir para lá. Talvez não seja pena a palavra certa. Talvez seja “ainda bem”.

Tags: , ,

E hoje é outro dia frio. Apesar do calor infernal, ele soa frio. Soa frio pra caralho. Em que a única vontade que dar é a de desaparecer da existência, em que falar qualquer coisa com qualquer pessoa parece um tormento.

 

Eu queria estar forte nesse final, mas é sempre tão difícil…

Tags: ,